segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Viva o verão vivo

Vivo o verão viva

sábado, 19 de dezembro de 2009

Luz se aprende



Tô me esforçando muito pra que esse ano cheio de sombras e apagão termine em luz. Tanto que fiz – mancando mas fiz – a oficina do Jorginho de Carvalho pra encerrar 2009 em ritmo de aprendizado e lumini. O tema era A lúdica sensação da luz.
Conheci gente nova, adorei, foi uma bela surpresa pra mim. Só não entendi muito bem por que me consideraram a maior perua da turma. Coisa do Jorginho, muito zoador, mas acabou pegando: veada, perua, fresca... ele me chamava assim, sempre carinhosamente, claro.
Vai ver que peruei um pouquinho mesmo. Só um pouquinho. Peruagem natural, fescurite de nascença que de vez em quando vem mais forte. Além disso eu ando meio manhosa por causa de um certo pé direito que dói sem parar. Fazer o quê?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quando a alma canta

É maravilhoso o prazer de ouvir uma canção perfeita. Passei por ela ontem à noite por acaso no Canal Brasil e senti uma felicidade dessas que merecem registro. Letra linda! Só podia ser de quem? Luiz Tatit.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Amores serão sempre amores



Amor fácil é fácil. Amar o pai da gente, o irmão, a mãe, o namorado, amar quem já nos ama é natural, é bom, é importante, mas é muito manjado pra mim. É pouco.
Aventurosa que sou, gosto mais do amor difícil, do amor estranho. Sentir amor por um desconhecido é algo bárbaro. Amor mesmo. Não piedade nem caridade. A caridade é uma virtude linda que inclui o amor, claro, mas caridade não é só amor e amor não é caridade. O desconhecido não precisa ser um mendigo, não precisa estar carente, doente, deficiente e nem precisa ser tão desconhecido assim. A idéia de amar qualquer pessoa que jamais se amaria em sã consciência é fascinante e quanto mais estranha a pessoa for ao seu universo amoroso, mais amar. Isso me atrai. É esse o amor que mais me encanta. Adoro ouvir histórias assim e tento praticar na medida que consigo. Não sempre. O amor difícil é difícil mesmo e eu nem sempre estou em condições de ficar exposta e vulnerável. É preciso estar muito bem pra entrar nessa.
Entre os casais eu também admiro muito mais o amor marrento, do tipo água mole em pedra dura. Todo amor é bonito, eu sei, mas aqueles óbvios, que todos sabem que serão felizes pra sempre, não me atraem tanto. Prefiro os que fazem os amantes tirar leite de pedra.
É sempre um desses que eu escolho pra viver. Essa minha preferência absurda pelo amor difícil, que beira quase o impossível, talvez tenha a ver supostamente com algum déficit de amor próprio. Pelo menos é isso que a psicanálise me diria, se eu desse ouvidos pra ela. Na prática, acho que sou feliz assim. Mesmo tentando me amar um pouquinho mais a cada dia, continuo completamente fã e adepta do exercício do amor difícil. E quanto mais eu me amo, quanto mais me sinto bem, menos facilidade eu quero. Acho bonito ver o amor nascer em terreno inóspito, como uma flor que nasce no asfalto. Imagem linda! Gosto de vê-lo brotar onde ele não tinha chance, onde ninguém esperava, onde ele tinha tudo pra dar errado... e quase sempre dá mesmo. Nessa hora a saída é transformar o amor sequelado em poesia, personagem, música, ficção, pintura, quadrinhos, qualquer arte. O amor difícil, até morto e estrupiado, tem a sua utilidade.
A única vantagem de mergulhar de cabeça num amor assim tão pelejado é que quando ele dá certo vira um sonho desses que a gente nunca sabe se está dormindo ou acordada. Concretizar um amor difícil não tem preço, é a melhor coisa do mundo.
Por isso, seja sorrindo, chorando, ou os dois ao mesmo tempo, eu acho que essa é a minha praia. Calejei. Lido melhor com esse tipo de amor, é nele que eu me entendo por gente. Não sei viver amor muito óbvio. Foi somente com amores difíceis que acumulei os causos mais incríveis do livro de memórias que eu não pretendo escrever jamais.
Memória hoje presente: parece que tudo faz muito tempo. O amor tem disso: desfaz a noção do tempo. Amor forte não é coisa pra se viver toda hora porque o coração precisa de tempo pra se curar antes de entrar em nova missão. Às vezes demora. Hoje porém me deu saudade de viver um amor bem marrentinho, dificílimo de realizar, um que fizesse muita birra antes e me amasse facinho depois. Será que meu coração está entrando em forma novamente?
Ai que meda!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

99 é quase 100


O melhor lugar do mundo é aqui e agora.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cheiro de ralo



Não me surpreende ver essa corja esconder dinheiro público em cueca, meia, calcinha e soutien. A roubalheira já não me espanta mais. O que ainda me deixa completamente passada é a cara de pau do sujeito, é ver o cara dizer em público que tem o direito de permanecer no cargo sim. Esse cinismo é que me embrulha o estômago. Será que ele realmente considera sua atitude compatível com o cargo de governador? Carilhas! Devia ser o primeiro a pegar o boné e sumir pelo menos de vergonha.
Porém tem coisa pior, tem coisa muito mais grave, que me espanta, me estarrece, me deixa triste, passada e fula da vida: essa certeza quase absoluta de que ele será eleito de novo, assim que se recandidatar. Ô eleitoradinho de lascar esse do DF, nunca vi igual. É um dos piores do Brasil: Roriz, Arruda...
Os que tentam fazer alguma coisa e se manifestam são reprimidos a cavalo. Tudo errado naquele chão de barro. Não foi o primeiro escândalo do cara e votaram nele. Difícil acreditar que será o último. Infelizmente meu voto é que votam nele de novo.
Banho de arruda pros candangos (a planta, claro).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Conceição, a concepção e eu

Eis-me aqui, vivendo e transitando, como sempre, entre o sagrado e o profano. Sou uma mistura de crenças, raças, emoções e quanto mais misturada, mais eu me sinto eu. Hoje, por exemplo, tô com a alma bem profana, mas o assunto do meu coração é sacro. Quem entende o ser gemmini gemini?
Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira do Santo Daime, a mãe Oxum na Umbanda, a santa linda que eu aprendi a acarinhar pra ter mais esperança e me sentir melhor de vez em quando. A imagem dela que me acompanha há uns 10 anos é uma foto preto e branco de um palmo de altura. Acho que recortei de algum programa de espetáculo, não me lembro com certeza.
Oito de dezembro é sempre dia de chuva. É um dia que gosto de pegar chuva. Fico achando que ela está me lavando a alma, o coração, a vida, qualquer coisa que me torne mais leve, mais bonita.
Hoje especialmente eu preciso muito dela, por isso vou sair sem guarda-chuva.
A fotinho dela vou levar embrulhadinha pra não molhar. Na volta um chá pra rebater qualquer gripe.
De resto, que me caia um temporal!